Angra mantém protagonismo na pesca da sardinha
Teve início na última quinta-feira, 1º de outubro, o período de defeso da sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis). A medida, válida nas regiões Sul e Sudeste do país, segue até 28 de fevereiro de 2027. A partir de 1º de março, a pesca da espécie poderá ser retomada.
Nesta temporada, apesar da redução de aproximadamente 25% na captura em comparação ao ano anterior, Angra manteve o protagonismo no estado, totalizando pouco mais de 23 mil toneladas. A queda na produção está relacionada, entre outros fatores, à influência de fenômenos climáticos como o El Niño, que interfere nas correntes marítimas e na temperatura dos oceanos, alterando as condições que influenciam a ocorrência dos cardumes.
A temporada apresentou resultados positivos também por conta da qualidade do pescado. A sardinha capturada apresentou bom tamanho, o que contribuiu para a valorização do produto. A atividade tem forte impacto econômico e social no município. Estima-se que cerca de 750 pescadores de Angra dos Reis estejam diretamente envolvidos com a pesca da sardinha.
Considerando toda a cadeia produtiva, incluindo caminhoneiros, profissionais
que atuam na seleção e no descarregamento do pescado, a atividade movimenta diretamente e indiretamente mais de 3 mil pessoas. Para que o município continue mantendo a tradição e sendo referência na pesca, o secretário de Agricultura, Aquicultura e Pesca, Jorge Eduardo Mascote, reforça a importância do respeito ao período de defeso.
— Precisamos cuidar dos nossos cardumes sem esquecer de quem depende da pesca para viver. O defeso é importante, justamente, para garantir que essa atividade continue gerando trabalho e renda para as famílias de Angra – destacou.
A pesca da sardinha durante o período do defeso pode resultar em multas, que podem chegar a R$ 100 mil, além da apreensão do pescado e da embarcação, conforme determina a legislação ambiental.


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