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23 julho, 2026
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Prefeita de Barra do Piraí mantém articulação e cobra nova concessão para garantir futuro da BR-393

A BR-393 já não é a mesma estrada que, há poucos meses, acumulava buracos, acidentes e abandono. As intervenções emergenciais realizadas ao longo da rodovia reduziram os riscos para quem trafega diariamente pelo trecho, mas, para a prefeita de Barra do Piraí, Katia Miki, o trabalho está longe de terminar. Agora, a prioridade é garantir que a rodovia receba investimentos permanentes por meio de uma nova concessão.

Desde que a antiga concessão foi encerrada, a BR-393 passou por um período crítico de falta de manutenção, obrigando municípios da região a assumirem, muitas vezes, responsabilidades que não lhes cabiam, como atendimento a acidentes e ações emergenciais. Diante da situação, Barra do Piraí liderou uma mobilização institucional que incluiu diálogo com o Governo Federal, uma ação civil pública na Justiça Federal e participação em audiências em Brasília.

A estratégia trouxe resultados. A partir da decisão judicial e das tratativas com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), foram executadas obras emergenciais de recuperação da pista, recapeamento, pintura da sinalização horizontal, capina e roçada às margens da rodovia, tornando o trecho mais seguro.

Segundo Katia Miki, essas intervenções eram indispensáveis, mas representam apenas a primeira etapa de um processo muito maior.

"A gente conseguiu tirar a BR daquela situação de abandono que colocava vidas em risco todos os dias. As melhorias emergenciais aconteceram e hoje já é possível perceber uma rodovia muito mais segura. Mas isso não resolve o problema de forma definitiva", afirmou.

A prefeita destaca que a importância da BR-393 vai além da mobilidade. Para ela, a rodovia será decisiva para o desenvolvimento econômico da região nos próximos anos, especialmente diante das mudanças provocadas pela reforma tributária.

"Nossa região sempre teve um diferencial por conta dos benefícios fiscais. Com a reforma tributária, esse cenário muda. A logística passa a ser um dos principais fatores de competitividade para atrair empresas e gerar empregos. Por isso, investir na BR-393 é investir no futuro da nossa região", ressaltou.

Segundo Katia, uma infraestrutura rodoviária eficiente pode compensar parte da perda de competitividade tributária, fortalecendo o Sul Fluminense como corredor estratégico para novos empreendimentos.

Enquanto as obras emergenciais melhoraram as condições de tráfego, o município acompanha agora a elaboração do novo modelo de concessão da BR-393, cujo leilão está previsto para ocorrer nos próximos meses.

Barra do Piraí participa das discussões técnicas ao lado de entidades como a Firjan e a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), apresentando sugestões para que o futuro contrato contemple as necessidades da região.

Entre as principais reivindicações está a realização de investimentos estruturantes, principalmente em duplicações, além da garantia de que parte dessas obras seja financiada diretamente pelo Governo Federal, sem impacto na tarifa que será cobrada dos usuários.

"A gente quer uma concessão que realmente transforme a BR-393. Não basta manter a estrada. É preciso preparar essa rodovia para o crescimento da região e garantir condições para atrair investimentos", explicou.


Outra frente da mobilização é trazer para Barra do Piraí a discussão sobre o novo contrato da rodovia.

A prefeita de Barra do Piraí articula, junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a realização de uma audiência pública na cidade para ampliar a participação de lideranças regionais, empresários, entidades e da população na construção do novo modelo de concessão.

A expectativa é que o encontro permita apresentar demandas específicas da região e fortalecer o pedido por obras que ampliem a capacidade da BR-393 nos próximos anos.

"A gente quer que as decisões sobre a BR também passem por quem vive essa realidade todos os dias. Nosso papel é defender os interesses da região para que essa nova concessão traga mais segurança, mais desenvolvimento e mais oportunidades", concluiu Katia Miki.

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