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22 junho, 2026
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“Um Trampolim para a Arte Local”

Celebrando sete anos de história, o Festival Nacional “VR em Dança “ encerrou sua mais recente edição estabelecendo marcas históricas: foram quase 400 bailarinos e 29 escolas vindas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O sucesso de público e de crítica foi tamanho que as inscrições para as apresentações e a venda de ingressos precisaram ser encerradas vinte dias antes do prazo inicial previsto.
Idealizado a partir da união de propósitos entre os diretores Péricles de Araujo e Rodrigo Di Jacomo, o festival consolidou-se como um polo de conexões regionais e desenvolvimento humano. “O festival nasceu da iniciativa privada e da amizade, mas hoje ele é um patrimônio de Volta Redonda. Ver quase 30 escolas se organizando com tanta antecedência prova que estamos no caminho certo. Mais do que uma mostra competitiva, celebramos a coragem de subir ao palco, a paixão que move cada passo e a beleza da arte em sua essência”, afirmou Péricles.
Para quem vivencia o cotidiano dos palcos, o impacto pedagógico e social da iniciativa é evidente. LissianaSchlick, professora de dança e coordenadora da escola República do Movimento, destaca o papel transformador que o festival exerce na formação dos alunos:“O festival funciona como o ápice de um processo educativo contínuo. Estar aqui não se resume a competir, mas a oportunidade que cada bailarino tem de aprender a lidar com suas emoções e sentimentos. É sobre acreditar no potencial individual e oportunizar toda essa transformação pessoal através da arte”.
Um Trampolim para a Arte Local
Para Rodrigo Dijacomo, um dos realizadores do evento, a essência do ´VR em Dança´ vai muito além da competição pura e simples. O propósito central do “VR em Dança” é fornecer infraestrutura de ponta e dar visibilidade aos talentos da região, fazendo o jovem artista de fato acreditar em seu potencial. Através das premiações proporcionamos a visibilidade para os artistas locais e parcerias para eles se apresentarem e estudarem em palcos de outros municípios”, disse Dijacomo.
O aspecto transformador da arte foi destacado pelo renomado coreógrafo Richard Gonçalves, um dos jurados:“Todo festival é uma oportunidade de transformação de vida. Lembro quando assisti meu primeiro festival. A dança transformou a minha vida me dando inúmeras possibilidades de expansão e carreira. Iniciativas como essa democratizam o acesso a cultura e a transformação que ela promove”, destacou Richard.
Excelência Técnica
A excelência técnica apresentada nesta edição também impressionou o corpo de jurados. Responsáveis por avaliar quesitos como criatividade coreográfica, expressividade e execução, os especialistas apontaram o alto nível das delegações e a importância de descentralizar os grandes circuitos de dança do país. Renan Almeida, um dos jurados, resumiu o sentimento geral que ecoou nos bastidores:" O que vimos neste palco reflete uma juventude que usa a arte para romper preconceitos e discriminações, transformando técnica em pura emoção viva”afirmou Renan.

Próximos Passos rumo à 10ª Edição
A consolidação do festival em Volta Redonda pavimenta caminhos ainda mais ambiciosos. Para o futuro, os organizadores já planejam expandir os horizontes. A meta traçada é fazer com que a emblemática 10ª edição do festival ganhe as proporções de um megaevento de dois dias de duração.
Nos planos de expansão também estão inclusos a inserção regular de workshops formativos de alto nível e o fechamento de parcerias internacionais estratégicas para a concessão de bolsas de estudo no exterior. O coreógrafo e jurado, Rodrigo Assinyreforçou a riqueza destas oportunidades: “Na dança as vivencias são diversas e se entrelaçam. Venho das danças urbanas que até então não tinham um espaço nas academias. Ver essa arte sendo referendada, ensinada e respeitada, incentiva o surgimento de novos talentos e novas oportunidades de profissionalização. Vida longa ao VR em Dança”, desejou o coreógrafo.

Por Renata Alarcão


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